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domingo, 27 de setembro de 2009

O mito de Pandora



(Imagem do Jardim de Paraiba do Sul, acervo Recanto da Lidia)

Pandora foi a divindade criada pelos deuses do Olimpo ,sob a ordens de Zeus .
A divindade foi criada com o intuíto de se vingar de Prometeu. Os deuses gregos conceberam este plano contra a humanidade por esta ter recebido deste deus o segredo do fogo, o que dava a ela a possibilidade de dominar o mundo e seus habitantes.
Zeus tramou a sua vingança mandando que Hefestos moldasse uma estátua de uma linda donzela.
Chamou-a de "Pandora - a que possui todos os dons", e ordenou a cada um dos deuses do Olimpo desse-lhe um dom...
Vários outros encantos foram colocados na criatura, a deusa Afrodite deu-lhe a beleza,o
deus Hermes o dom da fala,
o deus Apolo, a música.
Em seguida Zeus - que era o maior deus , pediu ainda que cada imortal escolhesse um malefício para a humanidade e os depositasse em uma caixa, que a donzela levava às mãos, a "caixa de Pandora".
Então ... Pandora desceu à terra, conduzida pelo deus Hermes, e aproximou-se de Epimeteu, o irmão de Prometeu, e diante dele abriu a tampa do presente de Zeus.
Foi então que a humanidade, que até aquele momento havia habitado um mundo sem doenças ou sofrimentos, se viu assaltada por inúmeros malefícios. A dor, a fome, a peste, a miséria...
Pandora - tomada de horror fechou a caixa rapidamente, antes que o único benefício que havia na caixa escapasse: 'Esperança'.
Assim "Pandora" o novo mito , tornou-se a doadora de talentos divinos e de todos os males da humanidade.

domingo, 31 de maio de 2009

A lenda de Procusto




Na velha e boa mitologia grega, havia um personagem muito cruel que se chamava Procusto. Procusto era um malfeitor que morava numa floresta. Ele tinha mandado fazer uma cama que tinha exatamente as medidas do seu próprio corpo, nem um milímetro a mais, nem um milímetro a menos. Quando capturava uma pessoa na estrada, Procusto amarrava-a naquela cama.
Se a pessoa fosse maior que a cama, ele simplesmente cortava fora o que sobrava. Se fosse menor, ele a espichava e esticava até ela caber naquela medida. Procusto foi morto pelo herói Teseu, o mesmo que depois matou o minotauro.
Para Marcos Bagno, em Pesquisa na Escola: o que é, como se faz é fácil decifrar a simbologia desse mito. Procusto representa a intolerância diante do outro, do diferente, do desconhecido. Representa a visão de mundo totalitária daquele sujeito que quer moldar todos os demais seres humanos à sua própria imagem e semelhança. É a recusa da multiplicidade, da diversidade, da criatividade, da originalidade: “Quem não se conforma ao meu tamanho, não pode andar solto por aí, a menos que vá jogando fora tudo o que eu não tenho até caber na minha medida, ou a menos que se espiche e se estique até ter o mesmo que eu e ser igual a mim”.
Para o autor em questão, o espírito de Procusto esteve presente em várias etapas da história da humanidade. Esteve presente durante a Inquisição, que condenou à fogueira tudo o que não se encaixava nos moldes da Igreja. Esteve presente na caça às bruxas, que levou milhares de mulheres, cujo único crime era saber um pouco mais que os homens a quem deviam submissão. Esteve presente na conquista da América, que representou o extermínio de civilizações inteiras de norte a sul do continente. Esteve presente no longo e doloroso processo de escravização de milhões de negros africanos. Esteve presente nos campos de concentração, onde os nazistas eliminaram milhões de judeus, ciganos, homossexuais e todo e qualquer opositor ao regime. Esteve presente nos regimes totalitários de esquerda e de direita que imperaram depois da 2ª Guerra mundial em vários países do mundo.

(digitação: Gabi)

sábado, 28 de março de 2009

Deuses Gregos

O Sol é personificado em várias mitologias: os gregos o chamavam de Helios e os romanos o chamavam de Sol.
Sendo deus do Sol, Helios era imaginado passear em uma carruagem puxada por cavalos através do céu, trazendo luz para a Terra. A jornada do Sol, naturalmente, começava no leste e terminava no oeste, local onde Helios completava sua ronda diária e flutuava de volta para o seu palácio no leste em uma taça dourada.
Detalhes desta descrição do papel de Helios como o deus Sol aparecem na mitologia, literatura, poesia e arte. De acordo com o poeta grego Hesiodo, Helios era o filho de dois Titãs - Theia e Hyperion.

Na Teogonia de Hesiodo, por conseguinte, Helios era também o irmão de Eos (a deusa da alvorada) e Selene (a deusa da Lua). É interessante notar que a deusa da alvorada, Eos, começa o cortejo da manhã, seguida atentamente pelo seu irmão Helios.
Existem vários mitos nos quais Helios toma parte. Um dos mais memóráveis entre estes contos é a lenda de Phaethon. O Sol também aparece na triste história da infortunada ninfa Clytie. Entretanto, Helios é, na melhor das hipóteses, um tipo de espião celestial, de quem não muita coisa pode ser mantida em segredo. No Hino a Demeter feito por Homero, a deusa Demeter pede a Helios ajuda para localizar sua filha Persephone. Do mesmo modo, é o deus Sol que primeiro nota o caso amoroso que está ocorrendo entre os deuses Olimpicos Aphrodite e Ares, na Odisséia.
Helios também era o pai de alguns importantes personagens mitológicos. Com sua esposa, a Oceanid Perseis, Helios teve tres filhos lendários - Circe, Pasiphae e Aeetes. É bom lembrar que o casal teve vários outros filhos menos ilustres. O deus também teve numerosos relacionamentos com mulheres que resultaram no nascimento de descendentes. A já mencionada Phaethon, por exemplo, era o produto de uma destas uniões.
Estes "filhos do Sol" foram, algumas vezes, citados como Heliades na mitologia e literatura.

Marte

Marte era o nome do deus grego Ares. Ele era o deus da guerra. O planeta Marte provavelmente recebeu este nome devido à sua cor vermelha. Lembre-se que Marte às vezes é chamado de "planeta vermelho". Interessante é que o deus romano Marte era o deus da agricultura antes de se tornar associado com o deus grego Ares. Aqueles em favor de colonizar e transfromar Marte em uma nova Terra podem preferir este simbolismo. Na lingua inglesa Marte tem o nome de "Mars", o que deu origem ao nome do mes "March" (março).

Mercúrio

Na mitologia romana Mercúrio é o deus do comércio, das viagens e do furto , a contraparte romana do deus grego Hermes, o mensageiro dos deuses. O planeta Mercúrio provavelmente recebeu este nome porque se move muito rapidamente através do céu.



Imagem de um painel da Capela Sistina
feita por:

Michelângelo Bonnarotti

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

As Nuvens

Comentário sobre a Comédia de Aristófenes:

A ação dramática principal do texto cômico 'As Nuvens' se passa com Estrepisíades, que estava á beira da falência devido ao excessivo número de empréstimos que fez para comprar cavalos para Fidípedes, seu filho, que era apaixonado por tais animais.
Mas, ás vésperas de ser cobrado pelos credores, ele resolveu procurar pela escola de
Sócrates para aprender a se defender das cobranças. Para isso, queria aprender o 'Argumento Injusto', pois ouvia dizer que era o mais convincente e sempre derrubava o 'Argumento Justo'.
Dessa forma ,ao chegar na escola, procurou por Sócrates, explicou-lhe a sua situação e pediu-lhe que o ensinasse tal argumento. Sócrates, na cerimônia de iniciação de Estrepisíades, o fez clamar o apoio das Nuvens (ou , as Deusas )e foi o que ele fez,
conseguindo, assim , o "apoio divino."
Embora Estrepísiades estivesse interessado em aprender, na sua idade não lhe permitia guardar as instruções, e, Sócrates, percebendo isso, mandou-lhe para casa.
Ele obedeceu, e , lá chegando, obrigou seu filho, causa de suas dívidas, a ir aprender a defesa para tais, o qual, após relutar, concordou em ir.
Ao chegar na Escola, Fidípedes disse o que queria , então, o 'Justo' e o 'Injusto' disputaram o discípulo , com tentativas de convencê-lo de suas vantagens.
Como o 'Injusto' ganhou, tornou-se o seu Mestre.
Estrepisíades foi buscar o filho na escola, pois lá já havia aprendido o que o pai
queria. Feito isso, Estrepísiades usou da argumentação para não pagar a quem devia.
De repente, porém pai e filho apareceram em cena , sendo que o primeiro apanhava do último. 'As Nuvens', vendo aquilo, perguntaram o que estava acontecendo.
Estrepisíades explicou que, devido a uma rusga sem importância seu filho começara a lhe bater ,mas Fidípides dissera que o que estava fazendo era certo e, dominando o 'Dom da Oratória' , argumenta que, quando pequeno, também apanhava de seu pai e que, se acaso, não viesse a ter filhos, teria chorado em vão enquanto criança.
E ainda que, da mesma forma que Estrepisíades o corrigia para o seu bem, ele também queria o bem de seu pai. Tal explicação convenceu a Estrepisíades que, se voltando para As Nuvens , perguntou porque elas não lhe avisaram que isso poderia acontecer . Elas responderam que perceberam logo a má intenção no súbito interesse
de aprender o 'Argumento Injusto'.
Após tudo isso, ele resolveu se vingar de Sócrates, pois este seria o culpado por Fidípides ter agido de tal forma.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Jupiter, Netuno, Minerva ,Momo

Segundo uma velha lenda, o primeiro homem foi feito por
Jupiter, o primeiro touro por Netuno, e a primeira casa
foi feita por Minerva.
Quando os deuses terminaram cada
qual sua obra , começaram a discutir , para ver qual a mais
perfeita. Não tendo chegado a um acordo, pediram a Momo
que ele julgasse.
Momo, que não tinha talento criador, começou a apontar erros.
Primeiro falou da obra de Netuno:
- Você devia ter posto os chifres do touro debaixo dos olhos.
Como é que ele pode ver onde dará a chifrada?
Depois, disse a Júpiter:
- O homem devia ter o coração fora do corpo. Como é que os outros
podem ver os seus sentimentos ?
E, para Minerva:
- A casa que você fez devia ter rodas. Como é que os seus moradores
poderão evitar os vizinhos incômodos ?
Júpiter, zangado , privou Momo do direito de julgar.

" O invejoso não vê méritos no que os outros fazem."

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Os 12 Trabalhos de Hércules

1. Matar o leão de Neméia
2. Matar a terrível hidra de Lerna, de 09 cabeças
3. Capturar, vivo o javali de Erimanto
4. Capturar também viva a corça de Cerínia, ( ela tinha chifres de
ouro e pés de bronze )
5. Matar os pássaros carnívoros do lago Estínfale
6. Limpar as cavalariças gigantes do rei Áugias, da Élida. Estavam
tão mal cheirosos que ,Hércules precisou desviar o curso dos rios
Alfeu e Peneu
7.Capturar o touro branco de Creta, animal incontrolável,que vinha devastando
as colheitas de toda a área.
8. Capturar os cavalos carnívoros de Diomedes, rei da Trácia
9. Roubar o cinto mágico de Hipólita, rainha das Amazonas
10. Capturar os bois do gigante Gerião
11. Colher os pomos de ouro das Hésperides
12. Descer ao Inferno e raptar de lá seu guardião, o assustador
cão Cérbero.
Como recompensa, teve os seus pecados perdoados e Zeus o chamou de volta ao Olimpo, concedendo-lhe o dom da imortalidade.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Medeia - Mitologia grega

Medéia foi uma mulher que por conta de sua cega paixão, cometeu vários crimes.
Jáson era filho de um rei o qual foi deposto por um golpe, pediu a Pélias , seu tio que devolvesse o trono,mas este, querendo livrar-se do sobrinho, enviou-o como chefe de uma expedição, nela Jáson foi ajudado por Médeia que por ele se apaixonou. Ao retornar ao lar, descobriu que seu pai fora assassinado.
Através dos feitiços e magias de Médeia, vingou-se do tio, vindo a ser perseguido por Acasto, filho de Pélias, que assumira o trono.
Médeia e Jáson fogem para Corinto onde Jáson conhece e se apaixona por Creusa, filha de Creon, rei da cidade.
Quando estava prestes a contrair suas núpcias com Creusa ,Jáson abandona Médeia que jura vingança.
Médeia, invoca os deuses ajuda para vingar-se de Jáson.
Cega de paixão, cometeu crimes dentro do próprio lar ,matando seu pai e também seu irmão. Pelo ódio, com a única intenção de atingir Jáson, pediu ajuda à "multidão de sombras", "deuses do mortos", para consumar sua vingança.
Médeia é informada sobre a morte de Creon e sua filha Creusa "reduzidos a cinza".
Não satisfeita,sempre intencionando atingir Jáson,Médeia mata um de seus dois filhos, como tomada por uma estranha loucura que impedia de vê-los como seus.
Ao matar o filho, foge levando consigo a ama, a criança viva e o corpo do que jazia. Jáson procura capturar a autora dos crimes ,sendo avistado por ela,(Médeia) não se dando por realizada , procura ainda humilha-lo . Este, (Jáson) assume os crimes de Médeia na tentativa de salvar a vida de seu outro filho , mas Médeia pretendendo fazê-lo sentir muita dor ,matou a outra criança diante de seus olhos.
O fim se dá quando Médeia sobe em um carro que desceu do céu, puxado por duas serpentes. Ela joga os corpos de seus dois filhos aos pés de Jáson e desaparece além das nuvens.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Os Gregos e a Mitologia




Ceres é o nome romano para a deusa grega Demeter.
Para os gregos Ceres era a deusa mãe da Terra. Seduzida por Zeus teve ela uma filha Persephone.
Persephone cresceu alegremente entre as outras filhas de Zeus, mas sendo extremamente atraente e bela, seu tio Hades se apaixonou por ela. Um dia enquanto Persephone estava colhendo flores o chão se abriu, Hades apareceu e arrastou-a para o Inferno. Persephone gritou enquanto isto acontecia mas, embora ouvindo-a gritar, quando Ceres chegou ao local não havia mais sinal de Persephone. Por nove dias e nove noites Ceres vagou pelo mundo com uma tocha acesa em ambas as mãos procurando a sua adorada filha. Somente no décimo dia ela encontrou Helios, que ve tudo, e que foi capaz de dizer a ela o que tinha realmente acontecido. Ceres então decidiu abandonar a sua condição divina até que sua filha retornasse para ela.
O exilio que Ceres impos a si mesma de sua condição divina fez a Terra se tornar estéril, de modo que Zeus ordenou a Hades que devolvesse Persephone à sua mãe. Só que isto não era mais possível. Durante a sua estadia no Inferno de Hades, Persephone havia comido uma semente de romã, o que a ligava para sempre a Hades. Foi obtido então um acordo segundo o qual Ceres retornaria ao Monte Olimpus e Persephone dividiria o ano em duas partes: metade com a sua mãe e a outra metade no Inferno.
Esta é a razão pela qual quando Persephone deixa o Inferno para estar com a sua mãe a Terra floresce, trazendo a Primavera e o Verão aos mortais como um sinal da alegria de ambas as divindades. Quando chega o momento de Persephone deixar sua mãe para ir ao Inferno, o Outono e o Inverno cobrem a Terra em sinal de profunda tristeza.
Ceres também era a deusa Siciliana das sementes, dos cereais.
A introdução do culto a Ceres em Roma data de 496 A.C. e parece provir do cerco da cidade pelos Etruscos, enquanto Roma era ameaçada pela fome.