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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Sem ele nao tem a vida








A nossa região (sudeste) tem um período muito longo de estiagem,neste período de estiagem as queimadas proliferam(em todas as cidades praticamentes) por isso quando começa a estação das chuvas, o rio Paraiba do Sul, sobe rapidinho.





Celso Gurfreind - poeta brasileiro em: Das Duas Uma,

do livro:Arte da Rua

"Ultrapassar o mar, a mata, o pai, o código, os outros para vir aqui viver a nossa Paixão mais pura?
Só sendo muito louco ou tendo muita estrutura".

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Coracao

Vós que sois um ser tão sensivel,
Tão sensivel como uma pluma
Que o vento faz esvoaçar,
Podeis atender a um pedido?
Um pedido de alguém que quer se retratar.

Se bem coladinho em meu peito
Vosso ouvido vieres encostar,
Ouvires como descontrolado
E quase imperceptível
Está o seu badalar...

È que ele não se conforma
De como distantes estais
E não sabe a maneira,
Método, forma ou algo possível
De novamente se aproximar.

Não vos esqueçais, querida amiga,
Muitas noites estava a vos acariciar,
E de dor, tristeza, esperança e alegria
Muitas vezes se viu a chorar.

De longe vos observa perdido,
(Ah! quem me dera poder ajudar)
Bate fraco, bem fraquinho
Esperando uma oportunidade
De outra vez vos poder alcançar!


Autor: Paulo Celso S. da Silva
Do livro: Reflexos
pg - 22

 

(imagem - recanto da lidia)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Nasce o Salvador

Peço licença ao amigo e poeta Paulo Celso, para postar.



Nasce o Salvador do Mundo

Vens com finalidade
De modificar o caminho da humanidade,
Surges destinado a mudar por completo
O ritual do universo
Não há porém,
Lugar para o teu nascimento,
Portas fechadas...rumos incertos...

Chegas qual água da fonte
Jorrando pura e cristalina;
És a vontade Divina
Que se faz presente,
Uma dádiva caída do céu
Com uma traçada sina...

Deixam os mais ricos palácios,
As mansões, as casa mais finas
Pra nascer entre pedras e capins,
Iluminado pelo clarão da lua,
Longe de tudo e solitário...
O Salvador nasce enfim!

Um nascimento sem fascínio algum,
Tudo inerte ao teu redor,
Nada participa, nada contribui,
Quem te saúda é a natureza;
Não tens coroa, somente terás
Uma estrela pra te guiar.

Em teu coração resplandescente,
Mais brilhante que o ouro ou o sol
Trazes o mais puro sentimento,
Propagarás o amor e a paz;
Sabes que o teu final já está escrito,
Por muitos serás traido,
Ferido, esquecido...


(imagens:recanto da lidia)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Voo Imaginario

Estou solitário
E morro de frio,
Um frio que aperta o meu coração,
Penso nas horas reais e marcantes,
Que como antes nunca serão.

Meu pensamento vagueia distante
E me transporto até você,
Nos tornamos mais leves que o ar,
Flutuamos com asas imaginárias
Procurando um lugar para amar.

Tão rápido como o pensamento,
Rasgando o céu
Acima das serras e mar,
As nuvens macias e alvas
nos sugerem um lugar pra ficar.

Veja o astro-rei,
Que brilho incandescente!
Surpreso, mas sei que contente,
Vê que somos carentes
E quer nos ajudar.

Enfim as estrelas reluzentes...
Piscando sem cessar
Convidam-nos para o banquete,
Um banquete de amor calmo e sereno
Mostrando-nos um jeito
Perfeito de amar.

Paulo Celso S. da Silva

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O Poeta



O poeta flutua
Na imensidão do nada,
Sonha acordado
Tudo pode transformar,
Voa forte
Anda no tempo,
Está na terra,no ar,no mar...

O poeta canta
Através dos versos,
Chora pelos mesmos versos,
Vibra, fala, sorri...
Vive o vai e vem
Dessa vida,
Põe a alma nos versos que faz!

O poeta é livre
Como o vento,
Pode o universo abraçar,
Idealista, professor, profeta...
Mais veloz que um cometa,
É de todos, de toda a gente
Esplora a liberdade de sonhar!

Numa eterna busca,
Sacode os astros,
Faz estremecer o espaço
Procurando a inspiração
Que faz nascerem os versos,
Seu peito se incendeia,
Palpita mais forte o coração
Fonte de lindas ilusões!

O poeta chama-se Paulo Celso S. da Silva , reside aqui na cidade de Paraíba do Sul (a quem peço licença para postar).

Do livro: Reflexos página - 29

sábado, 26 de setembro de 2009

Aos mestres



Poema do poeta Paulo Celso, a quem peço licença para postar.

*Menção Honrosa no I Concurso Nacional de Poesias do Instituto da Poesia Internacinal de Porto Alegre - 1989/Rio Grande do Sul

*Destaque Especial no XI Concurso Nacional de Poesias - 1990/Brasília

*Co-autor do Livro Valores Literários do Brasil , vol.IV - 1987/Brasília

* Co-autor da VI Antologia de Poetas e Escritores do Brasil,
Vol.XIII - 1991/Brasilia

Aos Mestres

Admiro-vos sobremaneira
Queridos professores,
Sois um poço donde brota
A mais pura água cristalina,
Com amor, dedicação,
Perseverança...
Deixais que seus alunos
Dela possam provar.

Nas muitas salas de aula
Tivestes tristezas e desilusões
Quizestes até desanimar,
Porém as alegrias,
As vitórias alcançadas,
Os momentos emociantes e marcantes
Falaram mais alto,
Sentistes que valia a pena continuar.

A vós, á vossa função
Quedam-se todos os tronos,
Calem-se todas as melodias,
Cessem-se todas as atividades,
E todos, num misto
De estupefação e fascínio
Hão de respeitosamente
Vos contemplar.

sábado, 12 de setembro de 2009

Duvidas

Do livro "Reflexos" - Poesias de Paulo Celso S. da Silva

Ediçao do autor - 1992

Paraíba do Sul - RJ

Destaque no VII Concurso Nacional de Poesias - 1987/Brasília

Menção honrosa no X Concurso Nacional de Poesias - 1987/Brasília

A lista do poeta é extensa, e merecida . Ás vezes nos encontramos na cidade de Paraíba do Sul


(imagens:Recanto da Lidia)

Não resisti e mandei-te um recado
Eu tinha que te encontrar
Pensei que este dia
Jamais fosse chegar.

Queria falar de nós
De nossos momentos
De nossas angústias
E sofrimentos.

Em nosso encontro
Em teus olhos quero observar
Se ainda existe aquela luz
Que eu sempre via brilhar.

Talvez eu me decepcione
Mas tenho que comprovar
Saber que ainda me ama
E as dúvidas dissipar.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Sentimento Puro

Do livro "Reflexos" - Poesias de Paulo Celso S. da Silva

Ediçao do autor - 1992

Paraíba do Sul - RJ



A prece, elo de ligação
Entre o ser humano carente
E o poderoso Criador,
Capaz de atravessar
O imenso abismo
Que os separa;
Descortina o universo,
Esvai-se espaço além;
Veículo que transporta
O mais puro sentimento a mais elevada
Esfera do invisível
Em seu caminho
Não há barreiras,
Nada a pode desviar
A tudo com magnetude sobrepuja,
Independente a raça
Ou posição social
Mesmo sendo inculto ou desajeitado,
Um minúsculo nada na multidão...
Para Ele nada disso importa,
O que conta é somente
A profundidade do sentimento
Emanado de um plácido coração,
Sem resposta
Ela jamais ficará,
Só depende de como cada pessoa
A irá interpretar!

domingo, 30 de agosto de 2009

A Tormenta Chegou



Do livro "Reflexos" - Poesias de Paulo Celso S. da Silva

Ediçao do autor - 1992

Paraíba do Sul - RJ

Biografia do autor (resumo)

* Conselheiro da Câmara de Ciências e Letras do Município de Paraíba do Sul.

* Medalha Cultural Revista Brasília - 1990

* Medalha Cultural Adalgisa Nery - 1991/Eng.Paulo de Frontin

* Destaque no VIII Concurso Nacional de Poesias - 1987/Brasília


A Tormenta Chegou

Bombas, gritos, correrias...
A tormenta chegou;
O que antes só existia lá fora,
Também aqui se proliferou.

Multidões sendo manipuladas
Instigadas a tumultuar
Não refletem estão ocupadas,
Nos irmãos não podem pensar.

Vemos crianças chorando,
Lágrimas de desespero,
Falência, fome,
Desabrigo, desemprego...
Chora o mundo inteiro.

O mundo se esqueceu
Que fomos feitos para amar,
Não nos foi dado o direito
De vida alguma tirar.

De algo também importante,
Uma verdade incessante
Esquecida e sem aplicação:
Somente a paz é a solução!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Que bom seria




Que bom seria se a vida não expirasse
E as tristezas pudessem ser revogadas
Que a saudade também se extinguisse
E as más lembranças fossem apagadas.

Que bom seria se a dor não existisse
E todas as penas fossem abrandadas
Que a solidão também se evaporasse
E as aflições não fossem restauradas.

Que bom seria se não houvesse carência
E sobrasse alento pro corpo e pro coração
Que bom seria se não houvesse a violência
Para que a raça humana tivesse quietação.

As noites seriam serenas e os dias luzentes
Entre o céu e a terra só haveria paz e união
E aqueles que se foram estariam presentes
Entre os povos, formando uma única nação.

Luzia Duarte

Postado por Luz e Arte no Mundo da Poesia

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A terra



Semear a terra,
perfumar o ar.
Brotar a vida ...
florescer...
reflorescer...VIVER!

Poluir,
desmatar.
Sol a queimar,
agua a secar,
terra rachar...
e VOCE JOSE?
se deixa ficar
no tempo a passar
e morre ao deixar,
a TERRA SANGRAR?


Semer la terre.

(desconheço o autor)

sábado, 25 de julho de 2009

Mar nosso mar

Fímbrias de águas,reentrantes,
tomando posse das areias.
Arfar de ondas e de dunas,
trespassadas de luz.

Vai-e-vem bilrado de espumas -
ânsia e respiração, nossa, dos dias.
Mar, espelho de nuvens
e dos luzeiros do céu - ligação
e hífen a tudo o que desejamos
com lágrimas reprimidas
e raivas inconfessadas.


Placenta,morrente, e crepuscular.
Noite e abismo de sonhos - indiciados
por navios a perderem-se no longe
e uma teimosia,vertical, de passos impressos na beirada.



Matosinhos, Outubro de 1995

Luísa Da Costa

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Leva-me


(Foto: Recanto da Lidia)

Leva-me contigo agora
Nesta noite de saudade
Antes que a magia
Se acabe
E antes que o silêncio
Se complete

Porque amanhã
Quando o sol se por
E chorando tu voltares
Não estarei aqui...
Não estarei aqui!

Lembrarei das noites
que passei te bem querendo
Das noites que passei
Te esperando...
Das noites de amor
E fantasia
Das noites de prazer
Quanta alegria
E das noites de sufoco
E agonia!


Doroni Hilgenberg

http://doronihilgenberg.blogspot.com/

domingo, 19 de julho de 2009

Lar desfeito

"José e Maria estavam casados há 20 anos e eram
muito felizes um com o outro. Tão felizes que
um dia, na mesa, a filha mais velha reclamou :
- Vocês nunca brigam?
José e Maria se entreolharam. José respondeu :
- Não minha filha. Sua mãe e eu não brigamos.
- Nunca brigaram ? - quiz saber Vítor, o filho
do meio.
- Claro que já brigamos. Mas sempre fizemos as pazes.
- Na verdade, brigas, mesmo, nunca tivemos. Desentendimento,
como todo mundo. Mas sempre nos demos muito bem ...
- Coisa mais chata - disse Venancinho, o menor."




Luís Fernando Veríssimo.

( Lar desfeito)

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Sou um guardador de rebanhos



O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
Pensar numa flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.
Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei da verdade e sou feliz.

Alberto Caeiro

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O Bicho

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.



do livro:

(Belo Belo)

Manuel Bandeira

Rosa de Hiroxima



Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.

Vinícius de Moraes

terça-feira, 30 de junho de 2009

Soneto da Fidelidade



De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa (me) dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.


Vinícius de Moraes