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quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Um pouco sobre as Cruzadas

Os cavaleiros cristãos, na época da primeira cruzada, depois de terem conquistado Jerusalém no ano 1099, dividiram a região da Terra Santa em diversos reinos e, explorando a fraqueza e os desacertos entre os maometanos, conseguiram firmar-se lá por dois séculos. Situação que durou até que Saladino, um chefe curdo, conseguiu liderar o povo do Crescente para expulsá-los.
A partir dele, os dias de posse da cristandade de um pedaço da terra sagrada se encerraram.
As tropas do sultão Qalaum mal haviam saído do Cairo quando ele começou a sentir-se mal. Resolveram acampar em Marjat-al-Tin, onde o seu filho al-Asrhraf Khalil, foi chamado às pressas à tenda do pai. Ali, ele jurou continuar à campanha militar contra os cruzados que ainda restavam ocupando um naco da Terra Santa.
O idoso sultão expirou em novembro de 1290 e seu sucessor (seu filho) resolveu adiar as operações para o ano seguinte.
Seriam os derradeiros movimentos de uma longa e dolorosa guerra que, apesar de seguidas tréguas, envolvia muçulmanos e cristãos há quase dois séculos, desde os tempos da Primeira Cruzada (1095-99).

Fanatizados pela Igreja medieval, milhares de cavaleiros de todos os escalões da nobreza européia haviam tomado o rumo da Oriente acompanhados por um bando de peregrinos e beatos de todas as procedências.

Em 1099, conseguiram tomar Jerusalém, massacrando quase toda a infeliz população muçulmana lá capturada.
Em 1100, Balduino, conde de Edessa, resolveu proclamar-se rei de Jerusalém e os cruzados formaram o Reino Latino, composto por quatro estados nas regiões ocidentais da Síria, Líbano e Palestina. Apesar de sua escassez em homens, conseguiram se impor aos nativos graças a suas poderosas armaduras, sua determinação fanática, e a uma série de fortes e castelos que construíram na área. Para assegurar ainda mais seu domínio sobre uma população hostil, permitiram que mercadores das cidades comerciais italianas lá se instalassem, bem como criaram as ordens monacais dos templários e dos hospitalários, para dar apoio logístico às romarias incessantes vindas da Europa.

Divididos entre si, os muçulmanos demoraram quase meio século para reagir ao torpor provocado pela invasão dos odiados cruzados. A cada sucesso dos árabes, mais cristãos desembarcavam nos portos levantinos para assegurar a posse os lugares sagrados. Em 1174, as forças do Islã passaram a contar com a extraordinária energia do sultão, de origem curda, Saladino (1137-93).
Treze anos depois, em 1187, depois de vitorioso na batalha de Hattin, Saladino teve a honra de ser o primeiro líder islâmico a retomar a cidade sagrada de Jerusalém após expulsar os cruzados de lá.
Os conflitos internos que afligiam a cristandade européia, as querelas dos papas com os imperadores e reis desestimularam a chegada de auxílio.
Foram salvos de uma expulsão definitiva pela abrupta invasão dos mongóis vindos da Pérsia e que começaram a assolar a região. Liderados pelo neto de Gengis-Kahn, Hulagu, colocaram o mundo árabe em polvorosa.


Algumas palavras árabes:

Ancara ou Acara (capital da Turquia), situada num extenso planalto circundado de montanhas.

Bagdá
Cidade do oriente médio, é a atual capital do Iraque e uma das mais antiga cidade do mundo.

Cádi
Juiz de paz, entre os muçulmanos.

Caravana
Grupo de mercadores ou viajantes que se reunem para atravessar o deserto com segurança.

Constantinopla
Atualmente é a capital da Bulgária, situada á margem do Mar Negro.

Meca
Cidade da Arábia, capital religiosa dos muçulmanos, seguidores da religião fundada por Maomé, que foi o fundador do maometanismo.

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