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sexta-feira, 11 de julho de 2008

Surgiram os Calendarios

Egito o primeiro 'Calendario'

O sol nasce, o sol se põe, dia e noite se alternam desde que o mundo é mundo. E, desde que surgiu, o homem foi aprendendo a conformar seus hábitos de vida á sucessão dos períodos de luz e de trevas.
Exercendo sua inteligência sobre as coisas, o homem também começou a marcar a passagem do tempo. Dessa medição nasceriam os calendários.
É a própria natureza que estabelece divisões no tempo: há fenômenos naturais que se repetem a intervalos regulares e determinados . Os movimentos dos corpos solares são os mais importantes . A partir deles,o homem passou a contar o tempo e essa contagem tornou-se mais precisa com o desenvolvimento da Astronomia e da Matemática.
A Terra gira em torno do seu próprio eixo, resultando fases alternadas de claridade e escuridão. O que dá o dia solar ,de 24 horas. A
Terra gira em torno do Sol e o período que o planeta leva para dar uma volta completa é o ano solar , durante o qual ocorrem as quatro estações e todas as mudanças de clima e temperatura que influenciam a vida.
Assim, o Sol determina o ano como unidade natural de tempo. Por outro lado a divisão de meses é convencional e variou de civilização como se verá a seguir . Há porém o mês lunar . É o intervalo entre duas luas - novas ou cheias, correspondendo mais ou menos a 29 dias e meio.

Egito: o primeiro

No antigo Egito, os sacerdotes ,estudavam muitoo céu. De tanto estudar tornaram-se astrônomos notáveis . Por isso conseguiram criar um calendário solar, o qual, além de bastante preciso , é o mais antigo que se conhece: data de cerca de 4 mil anos a.C.
Como a principal fonte de ganha-pão era a aglicultura, e como a aglicultura dependia do rio Nilo, era necessário prever e determinar os períodos de enchentes que tornavam fértil o vale do Nilo. Observou-se então uma coincidência: as cheia ocorriam sempre que a estrela 'Sírius' aparecia no céu ao anoitecer.
Contando os dias que passavam até que o fenômeno voltasse a ocorrer, chegaram a 365 dias e um quarto. Opéríodo de 365 dias foi então dividido em 12 meses de 30 dias e mais 5 dias suplementares (dias epagômenos). Logo, em cada ano sobrava um quarto de dia - em quatro anos , um dia inteiro.
Contava-se apenas três estações: as da enchente, da semeadura, e da colheita - de quatro meses cada. Mês egíicio não tinha nome: era o primeiro,segundo, terceiro, ou quarto de cada estação...
Semana de sete dias, a civilização egípcia não conhecia nem a hora, como subdivisão dos dias. Mas, as vezes, marcavam o dia com base na alvorada e no crepúsculo, com o que a duração desse período variava ao longo do ano.

Calendário Romano

O primeiro calendário romano continha dez meses lunares, mais tarde passou a doze. Quatro meses eram de 31 dias , sete de 29 dias e um fevereiro de 28 dias , dando ao todo 355 dias. Os dez dias que ficavam faltando em relação ao ano solar de dois em dois anos eram incluidos, na forma de um mês complementar de 20 dias.
Além dos meses, havia também o ciclo de oito dias chamado nundinae. Os dias não tinham nome próprios , nem qualquer conotação religiosa, apenas o primeiro dia do mês chamava-se calendas, o dia da lua nova (de onde vem a palavra calendário); idus era o dia da lua cheia ; e nona, o nono dia antes dos idus.
Toda a confusão estava no mês complementar. Sua inclusão era assunto de exclusiva competência dos pontífices - (sacerdotes) mas tudo indica que não eram modelos de
competência em materia de calendário.

Quando Júlio César assumiu o poder em 47 a.C., dois anos depois concluiu provavelmente que era complicado governar sem data certa, encarregou Sosígenes, astrônomo de Alexandria, de pôr o calendário em ordem.
Sosígenes estabeleceu o ano de 365 dias, sendo que o sexto dia antes das calendas de março devia ser repetido uma vez a cada 04 anos, era o ante diem his sextum, ou seja bissextum.(ano bissexto)
Acontece que os romanos interpretaram mal a reforma e cometeram erros na interpretação dos dias.
No ano 7 a.C. para corrigir a diferença, Augusto mandou aumentar de um dia o mês Sextilis ,que passou a ser denominado Augustus. Mas O calendário Juliano - chamava-se assim em homenagem ao grande imperador Júlio César.
continuava tendo erro , com relação ao ano astronômico dava uma diferença de 11 minutos e 14 segundos. ( depois de 130 anos a diferença chegava a um dia).
No século XVI, o excedente do calendário juliano já era de 10 dias. Foi sugerido ao Papa Gregório XIII uma reforma, efetivada em 1582.
O novo calendário - chamado gregoriano começou eliminando aquela diferença: o dia seguinte a 04 de outubro de 1582, em vez de ser dia 05 foi considerado dia 15. Assim o ano civil concidia com o solar e mais importante com as estações.
Mas, corrigir o passa do não bastava . Era preciso impedir que no futuro o erro se renovasse, para tanto decidiu-se que o dia intercalado no ano bissexto, dia 29 de fevereiro, não seria contado no último dia de cada século a menos que o número desse ano fosse divisível por 400. Por isso 1600 foi bissexto, como foi o ano de 2000. Mas os anos 1700,1800 e 1900 não o foram.
Entretanto, também o calendário gregoriano acusa uma diferença quanto ao ano solar, só que é uma difernça a diferença insignificante , comparada á divisão juliana ; somará um dia inteiro daqui a cerca de 3.500 anos .(não é necessário preocupar-se)
A reforma gregoriana foi logo aceita nos países católicos,Portugual, Espanha e Itália adotaram-na em em outubro de 1582. A França e países baixos em dezembro . Os países protestantes esperaram porém até 1700, quando a deferença entre o calendário Juliano e o Gregoriano já dava 11 dias e a Inglaterra só aderiu ao novo sistema em 1752.
A Igreja ortodoxa manteve-se fiel ao calendário juliano, a despeito da diferença na contagem que no século XX alcançou 14 dias.
É respeitado pelos cristão-ortodoxos russos e gregos, mas deixou de ser o oficial na União Soviética, em 1928, quando foi substituído pelo gregoriano para efeitos civis.

Revista: Pesquisas de Conhecer


(rio Paraiba do Sul 2009)

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