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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

O quarto em desordem

Na curva perigosa dos cinquenta
derrapei neste amor. Que dor! Que pétala
sensível e secreta me atormenta
e me provoca á síntese da flor


que não sabe como é feita: amor,
na quinta essência da palavra, e mudo
de natural silêncio já não cabe
em tanto gesto de colher e amar

A nuvemque de ambígua se dilui
nesse objeto mais vago do que nuvem
e mais defeso, corpo! Corpo, corpo,

verdade tão final, sede tão varia,
e esse cavalo solto pela cama
a passear o peito de quem ama



(desconheça a autoria)

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