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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Chicletes



Na América Central os antigos Maias, assim como os antigos Gregos, mascavam a resina de uma árvore chamada Chicozapote ou simplesmente Zapote, encontrada na grande floresta de Petén, que cobria parte da península de Yucatán, no México, Belize e Guatemala.
A península Yucatán estende-se pelo Caribe Mexicano, no território denominado Quintana Roos, onde havia grande concentração de Zapote. No Brasil esta árvore é conhecida como Sapoti (Achras Sapota).
A grande quantidade de Chicozapote encontrada em muitas das antigas cidades Maias, sugere que os maias plantavam estas árvores para seu uso.
A origem do hábito de mascar chiclete é controversa. Alguns autores afirmam que o hábito de mascar gomas surgiu entre os índios da Guatemala, que mascavam uma resina extraída de uma árvore denominada chicle com a finalidade de estimular a salivação.
Outros, que o hábito surgiu entre os Maias, no México, que mascavam uma goma obtida de um látex que escorria de cortes de uma árvore conhecida como Sapota zapotilla, hábito que os Astecas posteriormente assimilaram. Também na Grécia antiga era comum mastigar a resina de uma árvore chamada mastiche para lavar os dentes e melhorar o hálito
O látex misturado com açúcar e xarope de milho, essências que dão sabor e cheiro, formam a goma de mascar. O chicle de bola é feito da mesma forma, mas leva mais látex; isso o torna elástico a ponto de se poder fazer bolas com ele, bastando para tanto soprar com força com isto o Chicozapote passou a ser conhecido, também como árvore de Chicle e os trabalhadores que coletavam sua resina eram chamados de “Chicleros”.
Nos anos 60 do século XIX, Antonio Lopez de Santa Anna (presidente e general mexicano exilado nos EUA) trouxe para a América do norte uma resina cremosa (látex) a que chamavam chicle. Apresentou-a a Thomas Adams Jr, um fotógrafo e inventor nova-iorquino, que tentou, sem sucesso, vulcanizá-la, utilizando-a depois para o fabrico de pastilhas elásticas que se tornaram um sucesso. Mais tarde, melhorou-lhes o sabor acrescentando um pouco de licor, o que agradou aos seus clientes.

Industrialmente, a produção do chiclete iniciou-se em 1872 quando o americano Thomas Adams Jr iniciou a venda de pedaços de cera parafinada com alcaçuz. O nome Chiclete deriva-se de Chiclets, um produto da ADAMS.

As duas grandes guerras mundiais, principalmente a segunda, contribuíram para o aumento da popularidade da pastilha elástica, não só nos EUA mas também um pouco por todo o mundo. Era tida como terapia relaxante para o stress diário de que as pessoas eram vítimas.

Com o aumento do seu consumo, os fabricantes tiveram de procurar novos produtos que substituíssem as resinas naturais. Surgiram novos tipos (sem açúcar, com novas cores, novos sabores, novos formatos, etc.) e novas marcas de pastilhas, como é o caso da Trident em 1962.

No Brasil , a fabricação e a venda do produto iniciou-se em 1945. Final da grande guerra!

Um comentário:

ramonbarros disse...

Olá Lidia
Também sou apaixonado por Paraíba do Sul!
Se tiver fotos de Werneck peço que me envie para matar as saudades.
Abraços e felicidades
Ramon