domingo, 21 de outubro de 2007

Masatoshi Koshiba

Físico japonês nascido em Aichí(1926), Toyohashi, professor da Universidade de Tóquio, Japão e um dos ganhadores (25%) do Prêmio Nobel de Física de 2002, juntamente com o norte-americano Raymond Davis Jr. (25%) da University of Pennsylvania Philadelphia, PA, USA, ambos premiados pelas pioneiras contribuições à astrofísica, em particular pela descoberta dos neutrinos cósmicos, enquanto que 50% do prêmio foi para o ítalo-americano Riccardo Giacconi, presidente das Universidades Associadas, sediadas em Washington, por suas pioneiras contribuições à astrofísica, que o conduziram à descoberta de fontes de Raio-X cósmicos. Doutorou-se (1955) pela University of Rochester, New York, onde iniciou sua carreira profissional de pesquisador. É professor emérito do Centro Internacional de Física das Partículas Elementares, na Universidade de Tóquio, Japão, onde se mantém ativo como investigador e é um pioneiro no estudo dos neutrinos. Seu grupo de pesquisa construiu um detector, o Kamiokande, que consistia em um enorme tanque preenchido com água, com a qual alguns neutrinos poderiam interagir. Eles detectaram neutrinos provenientes de uma explosão de supernova (1987) e capturaram 12 dos 1016 neutrinos que passaram pelo detector. A detecção de neutrinos era uma meta há muito perseguida pelos físicos. Essas partículas elementares não têm carga elétrica e quase não interagem com a matéria e, por isso, são tão difíceis de ser observadas. Neutrinos são formados nas reações de fusão que ocorrem no Sol e outras estrelas, quando átomos de hidrogênio convertem-se em hélio. Trilhões deles atingem a Terra e atravessam nosso corpo a cada dia, sem que os percebamos. No entanto, apenas um a cada trilhão de neutrinos solares é interceptado em seu caminho rumo à Terra. A descoberta de fontes de raios-X cósmicos e a detecção de neutrinos cósmicos, levaram à fundação de novos campos de pesquisa, a astronomia de neutrinos e a de raios-X, que revolucionaram a compreensão do universo macroscópico a partir do estudo de partículas e radiações invisíveis ao olho humano.A Física do invisível explica universo macroscópico e o Nobel foi para os cientistas que revolucionaram a astronomia ao estudar neutrinos e raios-X.


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