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domingo, 21 de outubro de 2007

Raymond Davis Jr.

Físico estadunidense nascido em Washington(1914-2006), professor na University of Pennsylvania, Philadelphia, USA e um dos ganhadores (25%) do Prêmio Nobel de Física (2002), juntamente com o físico japonês Masatoshi Koshiba (25%), professor da Universidade de Tóquio, Japão, pelas pioneiras contribuições de ambos à astrofísica, em particular pela descoberta dos neutrinos cósmicos, enquanto que 50% do prêmio foi para o ítalo-americano Riccardo Giacconi, por suas pioneiras contribuições à astrofísica, que o conduziram à descoberta de fontes de Raio-X cósmicos. Doutorou-se em química (1942) pela Universidade de Yale. Tornou-se professor emérito do departamento de física e astronomia da University of Pennsylvania, Philadelphia, USA. Foi o primeiro cientista que detectou os neutrinos, formados nos processos de fusão do sol e outras estrelas, quando o hidrogênio se transforma em hélio, revelando como funcionam as estrelas. Para detectar essas partículas, ele colocou em uma mina de ouro um grande tanque de 14,6 metros de comprimento e 6,1 de diâmetro e com 615 toneladas de fluido em seu interior. O físico calculou que, a cada mês, 20 neutrinos reagiriam com os átomos de cloro presentes no fluido, de forma a criar 20 átomos de argônio. Ele desenvolveu um método para extrair e contar esses átomos. Após trinta anos de experimento, iniciado nos anos 1960, detectou 2000 neutrinos solares. Esses resultados foram confirmados pelo grupo de pesquisa de Koshiba, que construiu um outro detector, o Kamiokande, que consistia em um enorme tanque preenchido com água, com a qual alguns neutrinos poderiam interagir. A detecção de neutrinos era uma meta há muito perseguida pelos físicos. Essas partículas elementares não têm carga elétrica e quase não interagem com a matéria e, por isso, são muito difíceis de ser observadas. Neutrinos são formados nas reações de fusão que ocorrem no Sol e outras estrelas, quando átomos de hidrogênio convertem-se em hélio. Trilhões deles atingem a Terra e atravessam nosso corpo a cada dia, sem que os percebamos. No entanto, apenas um a cada trilhão de neutrinos solares é interceptado em seu caminho rumo à Terra. A descoberta de fontes de raios-X cósmicos e a detecção de neutrinos cósmicos, levaram à fundação de novos campos de pesquisa, a astronomia de neutrinos e a de raios-X, que revolucionaram a compreensão do universo macroscópico a partir do estudo de partículas e radiações invisíveis ao olho humano. A Física do invisível explica o universo macroscópico. Morreu dia 31 de maio, aos 91 anos de idade, por complicações causadas pela doença de Alzheimer, de que vinha sofrendo nos últimos quatro anos. Seu trabalho pioneiro com John Bahcall (1934-2005) propôs (1964) enxergar o interior de uma estrela e assim verificar diretamente a hipótese da geração de energia nuclear nelas e acabou levando à busca para resolver o problema do sumiço dos neutrinos solares e a criação de um novo campo da astronomia, a astrofísica de neutrinos.


http://nobelprize.org/

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