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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

25 de novembro

A história do Dia Internacional de Luta contra a Violência Doméstica e
Sexual.


Em 25 de novembro de 1960, houve o assassinato das três irmãs Patria, Minerva e Maria Teresa Mirabel pela ditadura de Rafael Leonidas Trujillo, tirano da República Dominicana durante mais de 30 anos.
As "Mirabal", como eram conhecidas, pertenciam à oposição à ditadura e seus companheiros se encontravam presos pelos mesmos motivos. A repressão simulou um acidente de carro com as três irmãs quando elas iam ao cárcere visitar seus companheiros. As irmãs, eram avançadas para sua época, uma delas foi a primeira mulher a dirigir um carro em seu país (um jeep, nos anos 40), usavam calças compridas, modernas e ousavam ser opositoras da ditadura. O movimento de mulheres da América Latina e do Caribe decidiu dar um caráter simbólico ao dia 25 de novembro declarando-o Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher, em 1981, durante o 1º Encontro Feminista Lationo americano e do Caribe, realizado em Bogotá.
Atualmente, estamos realizando campanha de 16 dias de ativismo contra a violência contra as mulheres. Esta campanha nasceu um ano após o massacre de mulheres em Montreal, ocorrido no dia 06 de dezembro de 1989, quando um homem de 25 anos entrou numa sala de aula, armado de um rifle automático, gritando "eu quero somente as mulheres".
A partir daí, dizendo que as mulheres eram "feministas" ele atirou , matando 14 mulheres. O assassino as matou porque entendia que o sexo feminino era responsável por seu fracasso escolar. As moças tinham conseguido ser admitidas na escola de engenharia , enquanto ele sequer passou nos exames, em seguida suicidou-se, e num de seus bolsos foi encontrada uma carta com os seguintes ítens:

a) mulheres são responsáveis pelos fracassos dos homens, toda mulher que cruza o caminho de um homem bem sucedido deve ser castigada.

b) mulheres bem sucedidas não aceitam ser protegidas por um homem.

Desde 1990 se faz a campanha dos 16 dias que incluem os dias:

Dia Internacional da Luta contra a Violência Doméstica e Sexual
Dia do Massacre em Montreal
Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos, como uma forma de reforçar a luta pelo reconhecimento dos direitos humanos das mulheres. Em 1998, quando se comemorou os 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, mulheres no mundo inteiro realizaram atividades para promover os direitos humanos das mulheres reforçando a campanha mundial.



Onde buscar ajuda:

Mulheres vítimas de violência devem procurar ajuda nas Delegacias Especializadas de Atendimento á Mulher (Deam) do seu Estado.
Caso a agredida não possa retornar ao lar, deverá solicitar o encaminhamento para uma instituição de apoio ou abrigo para vítimas de violência doméstica.

Onde denunciar ou buscar apoio:

Disque-mulher (21) 2299-2121

Disque-denúncia de abuso e exploração sexual
contra criança e adolecescente: (21)100

Conselho dos Direitos da Mulher: (61)3322-2266



Maria da Penha Fernandes

È biofarmacêutica, com pós graduação , autora do livro "Sobrevivi,posso contar" e a Lei 11.340/2006 recebeu o nome de Maria da Penha em sua homenagem. Durante 06 anos longos anos ela sofreu violência do marido, Marco Antônio Herredia Viveiros , professor univesssitário e economista.
Herredia Viveiros é colombiano , tentou assassiná-la duas vezes em 1983 . Na primeira vez atirou em suas costas, deixando-a paraplégica.
Da segunda vez, tentou matá-la por eletrocussão e afogamento numa banheira,por não poder mexer as pernas tinha poucas condições de se defender . Na época ,Mª da Penha contava 38 anos e tinha 3 filhas.
Apesar de Herredia ser condenado pelos tribunais locais em 02 julgamentos (1991 e 1996) ele só foi encarcerado em 2003, permaneceu apenas 02 anos na cadeia.
Em 1988, quando o processo ainda se encontrava em andamento(devido aos sucessivos recursos de apelação) contra as decisões do tribunal do júri,o caso foi enviado para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, que solicitou, esclarecimentos , o Brasil não respondeu.
Em 2001, a OEA responsabilizou o Estado brasileiro por negligência e omissão em relação á violência doméstica.



Devido a pressão internacional , o processo foi encerrado e, em 2003, o ex-marido
foi preso.
Apesar de condenado a 19 anos de prisão, saiu em liberdade em 2005.

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