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sábado, 4 de dezembro de 2010

Terra do baroes do cafe


Paraiba do Sul

Eis, a nossa cidade - Paraiba do Sul, fica no Vale do Paraiba, região outrora dominada pelos senhores de engenho , era uma regiaõ escravagista ,plantava-se a cana-de-açucar e mais tarde cultivaram o café. O dinheiro corria como água. Os filhos dos barões iam estudar na Europa, importava-se tudo,tecidos,rendas, aparelho de café ,de jantar, cristais (da Bohemia).

Aqui em Paraíba do Sul ,tem uma fazenda - umas das últimas que as telhas vieram da França. Diferente de outras nações onde os ricos ajudavam no desenvolvimento do país , no Brasil era o contrário - ninguém se preocupava em melhorar as estradas, construir pontes, contruir escolas.
Não, o escravo não tinha alma (como dizia o padre) então por concordar com este pensamento ,ele nada aprenderia.

Quando vieram os primeiros emigrantes, pagava-se para que fizessem o trabalho que o escravo fazia de graça e ainda levavam açoitadas , do feitor por qualquer insuburdinação. Pais e filhos eram separados, o senhor dispunha de suas vidas do jeito que melhor lhes aprouvesse.
Tinha o pelourinho, onde os castigos e flagelos eram aplicados (para servir de exemplo)
Vivia-se na senzala uma casa de pau a pique. onde todos ficavam juntos e a noite era fechada com um cadeado (para garantir que não haveriam fugas).
Mal raiava o dia o negro estava de pé, com a enxada na mão, caminhava com os outros em direção das plantações. Dia após dia, com sol ou chuva.
Eram chamados de 'peças' comprados , nas praças , e o preço variava de acordo com
a aparência que tinha o infeliz . Claro que havia uns critérios , bizarros , como se fossem cavalos olhava-se os dentes para ver se eram fortes.
Nunca se pensava nas humilhaçoes dos negros africanos . Pois se até a Igreja tinha os seus escravos,'então não era errado te-los'
Eram capturados na África , trocados por quinquilharias, durante a viagem morrria-se em grande quantidade ,entre outros males tinha um que era chamadao de 'banzo' era uma saudade imensa do seu torrão natal onde os cabelos ficavam brancos da noite para o dia. A melancolia era tanta que morriam as dezenas. No navio , homens e mulheres, eram espremidos em porões fédidos, onde ali se comia ,uma comida que mais parecia uma lavagem. acorrentados dia e noite.

Até que chegasse ao destino , Brasil.
Era assim que se faziam a viagem para esta terra. Dá para imaginar a nossa dívida com este povo?

Impagável!!!

(lidiamachado)

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