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sábado, 29 de setembro de 2007

Biografia de Florbela Espanca

Florbela Espanca 1894-1930



Poetisa portuguesa, natural do Alentejo . Nasceu em dezembro de 1894.
Registrada como filha de pai desconhecido, mas educada pelo pai e pela madrasta em Vila viçosa. O pai de Florbela, deu-lhe seu nome, 19 anos após a sua morte por ocasião da inauguração de um busto feito para a poetisa em Évora.
Florbela , estudou no Liceu de Évora, casou-se em 1913 com Alberto Moutinho, concluiu o Curso De letras dos Liceus e, posteriormente estudou direito na Universidade de Lisboa, onde fez contato com outros poetas da época e com um grupo de mulheres escritoras. Colaborou com jornais e revistas, entre eles, O Portugal Feminino .
Em 1919, publicou sua primeira obra poética ; O Livro das Mágoas. Em 1921, divorciou-se e casou-se novamente com António Guimarães, um oficial de artilharia. Nesse ano também seu pai se divorcia e casa-se com Henriqueta Almeida. Em 1923 publica a obra: Livro de Sóror Saudade. Em 1925 casa-se pela terceira vez com o médico Mário Lage, em Matosinhos
Os casamentos fracassados, as desilusões amorosas e principalmente a morte acidental do irmão Apeles Espanca, na queda de um avião sobre o Tejo em 1927, marcaram profundamente a vida e a obra de Florbela Espanca, Em dezembro de 1930, agravados os problemas de saúde, sobretudo de ordem psicológica, Florbela morre em Matosinhos aos trina e seis anos de idade, tendo como causa mortis em seu atestado de óbito um edema pulmonar.
A causa da morte suscita algumas controvérsias, pois algumas biografias da poetisa falam em suicídio por ingestão de remédios e até mesmo por um tiro.
A temática da poesia de Florbela Espanca é recorrente ao sofrimento, a solidão e ao desencanto que se contrapõem a uma ternura e um desejo de felicidade que somente pode ser alcançado no absoluto. A veemência passional de sua linguagem, traço pessoal que transparece suas frustrações e anseios por vezes carregados de sensualidade e erotismo, são características de suas poesias e de sua obra. A poetisa não se ligou claramente a um movimento literário; alheia ao modernismo, seguiu a linha do poeta António Nobre, e a técnica do soneto que a celebrizou, teve influência de Antero de Quental e mais longinquamente de Camões. Alguns críticos referem-se a sua poesia como uma espécie de don-juanismo feminino, pelos excessos e exacerbamento da paixão com voz marcadamente feminina.
Florbela Espanca, uma mulher acima de seu tempo, tida como grande figura feminina das primeiras décadas da Literatura Portuguesa do século XX.
Postumamente foram publicadas as obras; Charneca em Flor (1930); Cartas de Florbela Espanca (1930); Juvenília; As marcas do destino; Diário do Último ano seguido de um poema sem título.

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