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terça-feira, 23 de outubro de 2007

Cebolas ou Diamantes?


Rabi Nechemia de Kfar Chabad

Imagine esta cena: um homem não se sai muito bem em seu sustento e o de sua família não ganhando nada para viver. Decide então tentar a sorte em outro lugar e resolve navegar para uma terra distante; lá tentará fazer fortuna, talvez tenha mais sorte e poderá voltar para casa como um homem rico. Assim, ele sai para o mar.

Em algum lugar do oceano, seu barco é pego por ondas gigantescas, uma tempestade, naufraga e ele flutua e vai parar numa ilha.
Descobre que ela é coberta de diamantes. Até onde a vista alcança, os diamantes estão por toda a parte. Ele começa a recolhê-los, pondo-os em sua camisa, nos bolsos das calças e sai correndo para a cidade, em direção ao melhor hotel; pede um quarto. Quando vai pagar, apresenta um diamante.
O rapaz atrás do balcão olha-o como se estivesse louco e diz: "Você tem de pagar pelo quarto."

O homem responde: "Você pode ficar com o diamante. É todo seu."

O outro diz: "De onde você é? Obviamente não é daqui. Estas coisas não têm valor aqui. Estão por toda a praia. Não os usamos. Com que você vai pagar?"

O homem pergunta: "O que vocês usam?" O outro responde: "Nesta ilha usamos cebolas. Cebolas são nossa moeda."

O homem pergunta: "Mas como consigo cebolas?"

"O que você quer dizer com 'como'?" - pergunta o outro. "Arranje um emprego, faça um trabalho honesto e vai receber algumas cebolas."

O homem arranja um emprego humilde, pois o que ele sabe fazer? Não é especializado; é um desconhecido, um estrangeiro ilegal. Começa a trabalhar. Os anos passam e ele é bem sucedido. Depois de algum tempo é um verdadeiro ceboleiro, começando a perceber que já é hora de voltar para casa. Ele manda construir um lindo barco especialmente para a viagem, carrega-o com toda sua riqueza e começa a navegar de volta para casa.

A viagem demora alguns meses e as cebolas começam a brotar. Quando chega ao porto de sua cidade natal, o cheiro das cebolas está insuportável. Ele desembarca e corre para sua família. Quer cumprimentá-los e se vangloriar de sua riqueza e sucesso. Mas ninguém quer chegar a menos de três metros dele. De repente, as cebolas não são mais valiosas. Na verdade, são ofensivas.
Aqui, diamantes são valiosos e ele tem de reaprender o que sabia quando era criança.
A alma entra no corpo. Ela é uma criatura celestial, um ser Divino, uma parte de D'us. Vem para este mundo conhecendo apenas a Divindade, com a inocência de uma criança
A alma diz para o corpo: "Por que não saímos para catar alguns diamantes?"

E o corpo responde: "Nós não usamos diamantes aqui. Onde você pensa que está, no Céu?"
Desta forma, a alma tem de se ajustar ao que o corpo acha valioso e concorda com isso até um certo ponto, passando oitenta anos juntando o que o corpo considera precioso.

Naquele momento a vida termina e a alma volta para o Céu.

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