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domingo, 7 de outubro de 2007

Paganini

Niccolò Paganini nasceu em Gênova, na Itália, no dia 27 de outubro de 1782, morreu em Nice, França, no dia 27 de maio de 1840. Seu pai, Antonio Paganini, era encaixotador no porto da cidade, mas nas horas vagas se dedicava ao violino. Niccolò começou cedo a tomar lições de violino com Giovanni Servetto e, mais tarde, Giacomo Costa. Com oito anos o menino compôs uma Sonata, para violino. O garoto tocava rotineiramente em igrejas, o que o obrigava a um estudo constante. Tal estudo e tal prática lhe deu grande habilidade com o violino.

Em 1795 o rapaz executou algumas variações sobre La Carmagnola, uma música muito popular na época, o que lhe rendeu grande aclamação.

Certa vez, levado ao famoso professor Alessandro Rolla, tocou à primeira vista uma peça do mestre, que, espantado, afirmou-lhe que não tinha nada a ensinar ao garoto, tendo-lhe enviado a Ferdinando Paër, um célebre compositor italiano da época. Sob os cuidados deste, Paganini escreveu 24 Fugas a Quatro Vozes e obteve noções de harmonia e orquestração. Entretanto, chegou um momento em que o professor deu por terminada sua tarefa, de modo que encaminhou Paganini ao homem que tinha sido, ele próprio, seu professor: Gaspare Ghiretti. Com esse professor, Paganini fez grandes progressos. Um dia, o dono de um violino Guarnerius propôs-lhe uma troca: se o moço conseguisse tocar à primeira vista um concerto que lhe era desconhecido, ganhava o violino. Paganini abriu a partitura, executou o concerto e ganhou o instrumento.

O maior violinista de todos os tempos fez sua primeira aparição pública aos nove anos e realizou uma excursão por várias cidades da Lombardia aos treze.

Em 1801 compôs mais de vinte obras nas quais combina o violino com outros instrumentos.

Foi diretor musical na corte de Maria Anna Elisa Bacciocchi, princesa de Lucca. Em 1813 começou a fazer excursões pela Itália, onde sua forma de interpretar atraiu a atenção dos que o escutavam.

Em 1828 estabeleceu-se em Viena, onde conheceu Chopin. Em Paris conheceu Liszt que, fascinado por sua técnica, desenvolveu um correlato pianístico inspirado no que ele havia feito com o violino. O mesmo aconteceu com Schumann.

De 1833 até 1836 dirige a orquestra do ducado de Parma, Itália.

Sua técnica assombrava tanto o público da época que chegaram a pensar que existia alguma influência diabólica sobre ele. Podia interpretar obras de grande dificuldade unicamente com uma das quatro cordas do violino, e continuar tocando a duas ou três vozes, de forma que pareciam vários violinos a soar. Isto indica o perto que estava sua arte do mundo do espectáculo.

Entre suas composições encontram-se concertos, caprichos e música de câmara. Muitas delas nunca foram publicadas.

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