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sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Cruz Vermelha (Heny Dunant)

"No dia 08 de maio comemora-se o Dia da Cruz Vermelha Internacional, que marca o aniversário do seu fundador, Henry Dunant. A instituição, constituída basicamente por voluntários e presente em 171 países, vem prestando inúmeros serviços à humanidade, dando assistência aos feridos de guerra e vítimas de catástrofes naturais além de promover os Direitos Humanos".

Quando tudo começou...

Um campo de batalha com milhares de soldados feridos, abandonados à própria sorte, por falta de assistência médica. Esta terrível visão, em junho de 1859, no campo de Solferino, Norte da Itália, inspirou no suíço Henry Dunant a certeza de que algo precisava ser feito. Este sentimento foi a semente da Cruz Vermelha. Naquele momento, ele mobilizou a população local para que o ajudasse a tratar os soldados de ambos os lados, dizendo a frase que se tornou mote da instituição: "Sono fratelli", ou "somos irmãos".

Três anos mais tarde, Dunant publicou o livro "Uma Recordação de Solferino", sugerindo que fossem constituídas sociedades de assistência em tempo de paz, com enfermeiros que tratassem dos feridos em tempos de guerra, e que estes voluntários fossem reconhecidos e protegidos por meio de um acordo internacional. Criou-se então o "Comitê Internacional para a Assistência aos Feridos", mais tarde renomeado para Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

Um ano mais tarde, em 1863, os representantes de 16 países e quatro instituições filantrópicas reuniram-se em Genebra (Suiça) em uma Conferência Internacional, marcando a oficialização da Cruz Vermelha como uma instituição. Ainda faltava, no entanto, a garantia de que este serviço fosse reconhecido e respeitado internacionalmente. Com este objetivo, o governo suíço convocou uma Conferência Diplomática que se realizou em 1864, também em Genebra. Participaram os representantes de doze governos, que assinaram um tratado intitulado "Convenção de Genebra para o Melhoramento da Sorte dos Soldados Feridos nos Exércitos de Campanha", reconhecido como o primeiro tratado de Direito Internacional Humanitário.

Posteriormente, foram realizadas outras conferências, ampliando o direito básico a outras categorias de vítimas, como os prisioneiros de guerra. Esta decisão foi muito importante e deu novo impulso à Cruz Vermelha por ocasião da Segunda Guerra Mundial (1939 à 1945), repercutindo também no Brasil. A busca de paradeiro de parentes dos estrangeiros residentes no País tornou-se uma tarefa de grande importância.
Após a Segunda Guerra Mundial, uma conferência Diplomática adotou as quatro Convenções de Genebra de 1949, depois de reunir-se durante quatro meses. Estas Convenções incluíam, pela primeira vez, disposições relativas à proteção de civis em tempo de guerra.


Atualmente a Cruz Vermelha é composta por 171 Sociedades Nacionais em 171 países, contando com mais de 350 milhões de voluntários, regidos pelo mesmo estatuto, princípios e finalidades. Seu objetivo é atuar nos conflitos armados internacionais, entre as forças armadas de um ou mais estados, e nos conflitos armados nacionais, entre as forças armadas regulares e grupos armados identificáveis, ou ainda entre grupos armados.
Distúrbios internos, tais como manifestações, lutas entre facções ou contra o poder estabelecido, também justificam as ações da Cruz Vermelha. Para agir nessas situações, o CICV apóia-se em bases jurídicas e no direito de iniciativa humanitária atribuído a ele pelos Estados.


Como funciona no Brasil,a Cruz Vermelha

No Brasil a Cruz Vermelha é uma entidade supra-estatal, ou seja, uma sociedade civil, filantrópica e independente, com personalidade jurídica e sediada no Rio de Janeiro, onde foi fundada, em 1908. Atualmente, a Cruz Vermelha Internacional tem filiais em 14 estados brasileiros. Ela é constituída sobre as mesmas bases da Convenção de Genebra, também assinada pelo Brasil. Sendo assim, é reconhecida oficialmente pelo Governo brasileiro e pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha, como Sociedade de socorro voluntário, autônomo, e que auxilia os poderes públicos e o serviço militar de saúde.

No Brasil, o objetivo da Cruz Vermelha é prevenir e atenuar os sofrimentos humanos com imparcialidade e sem distinção de raça, nacionalidade, nível social, religião e opinião política. Sua atuação, em determinados casos, pode estender-se além do território nacional. De acordo com o Secretário Geral da Cruz Vermelha brasileira, Gerson Nogueira, "O voluntariado é um dos princípios mais conhecidos desta entidade civil, que tem por objetivo minorar o sofrimento da humanidade". Gérson Nogueira explica que a Cruz Vermelha conta com sete (07) princípios: humanidade, imparcialidade, neutralidade, independência, voluntariado, unidade e universalidade.

A Delegação da Cruz Vermelha de Brasília, capital brasileira, assumiu, desde janeiro de 2000, a responsabilidade por todas as atividades do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (C.I.C.V) no Brasil e passou a atuar como um centro de recursos e apoio aos programas de difusão às forças policiais na América Latina, assessorando, orientando e apoiando as delegações do CICV no continente. "Isso se deve à experiência e à competência da delegação de Brasília adquirida nos últimos dois anos com a implementação do projeto destinado às Polícias Militares do Brasil", informa a página da Cruz Vermelha na Internet
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