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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A historia se repete


(imagens:recantodalidia)

Na antiguidade ,não havia imagens para registrar os fatos e acontecimentos,por isso a importância da tradição oral ,era imperioso registrar para as futuras gerações o que ocorria de bom ou ruim naquela sociedade. Atualmente, são tantos os meios de comunicação que não damos 'conta'.
Trouxe as imagens da enchente que assola o municipio de Paraíba do Sul.(Note que as ruas estão alagadas, mas tudo permanece no mesmo lugar, em comparação com que ocorre em outros municípios, somos abençoados!)
Na biblia o povo egípcio via como uma dádiva as cheis do rio Nilo. (Gênese 40.41)

O Faraó mandou chamar José, o qual foi imediatamente tirado do cárcere . Este disse-lhe:

"Tive um sonho que ninguém pode interpretar...Eu estava a margem do Nilo e eis que do Nilo sairam sete vacas gordas e belas que se puseram a pastar a verdura . E saíram em seguida sete outras vacas magras , feias e disformes ...as vacas magras e feias devoraram as sete primeiras ,as gordas que entraram em seu ventre como se nada fossem....Nesta altura despertei. E tive outro sonho ,vi elevar-se de uma mesma haste sete espigas cheias de beleza .Mas eis que sete outras espigas medíocres germinaram em seguida e as espigas magras engoliram as sete belas espigas. (...) José dise ao Faraó - As sete belas vacas são sete anos ,e as sete belas espigas igualmente sete anos.O sonho é um só. Haverá sete anos de grande abundância para todo o Egito. Virão em seguida sete anos de miséria ,que farão esquecer toda a abundância por causa da fome que se seguirá ,porque será violenta. Agora pois,escolha o rei um homem sábio e prudente para pô-lo á testa do país.

-(...) Vês ,disse-lhe o faráo ,eis que te ponho à testa de todo o Egito.

A população desta civilização era grata ao Nilo,aos deuses , pelas enchentes que fertilizavam o solo . Assim ,não se passava fome e ainda era exportado o excedente.
Que bela lição!
Após milênios ainda não aprendemos a respeitar os rios ,riachos e córregos.
Nós,ainda os sufocamos.
As residências são construídas em suas margens em períodos de estiagem (geralmente os meses de inverno) o rio fica baixo e as vezes seca. Mas, quando chega os meses de verão onde a precipitação das águas é muito grande, aí o bicho pega!
Assim vamos degradando o meio ambiente, devastanto encostas, desmatando, e com o passar do tempo mudamos a topografia.
No período das chuvas (chove quase todo o dia ),o solo vai ficando encharcado temos então os ingredientes básicos das trágedias. (como acorreu em Angra dos Reis na noite do dia 31 de dezembro de 2009 )
Também é do nosso feitio culparmos a todos: o poder público, a Divindade, a sociedade...claro que, excetuando-se Deus ,cada um de nós tem a sua 'cota'.
O poder público não oferece moradia suficiente ,nós (povo) nos achamos com direito de construirmos onde nos dá na telha. Uma boa medida seria uma fiscalização por parte dos orgãos públicos ,não permitindo a expanssão cada vez maior de comunidades sem nenhum planejamento urbano .
A vida, nos mostra o caminho nos dá a lição . Já está na hora (ou passando) de apreendermos , não dá mais para fingir que não sabemos das consequências.

Lidia





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